5 de julho de 2018

Projeto Toninhas/Univille e GEMARS sobrevoam a APA da Baleia Franca


Em mais de 600 km de voo pela costa catarinense, pesquisadores visualizaram 18 grupos de toninhas. Estudos visam indicar o número e a distribuição do golfinho mais ameaçado de extinção do Atlântico Sul Ocidental

Dentre as atividades de pesquisa desenvolvidas pelo Projeto Toninhas/Univille foram realizados, durante o mês de maio, sobrevoos na Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca (APABF), no litoral sul catarinense. O sobrevoo foi realizado pela equipe do Grupo de Estudos de Mamíferos Aquáticos do Rio Grande do Sul – GEMARS, parceiro do Projeto Toninhas há vários anos e que possui reconhecida excelência na utilização deste método para a realização de estimativas de abundância de toninhas.


Os sobrevoos, iniciados no dia 02 e finalizados em vinte cinco de maio, tinham por objetivo realizar estimativas de abundância e distribuição populacional de toninhas. Nesse período foram percorridos mais de 650 quilômetros a bordo de uma aeronave Aerocommander 500 com janelas tipo bolha. Dezoito grupos de toninhas foram avistadas, sendo que para cada avistamento foram coletados dados referentes a localização, comportamento, tamanho e composição dos grupos.
O Dr. Daniel Danilewicz Schiavon, investigador do GEMARS, defende que informações relacionadas à abundância, distribuição e uso de habitat são imprescindíveis na proposição de alternativas para a conservação da toninha, o golfinho mais ameaçado de extinção do Brasil. O pesquisador comenta que com essa metodologia de pesquisa “espera-se não apenas conhecer melhor o tamanho das populações de toninhas ainda existentes nessa região, mas também identificar as principais áreas de uso e áreas críticas para sua conservação”.


O coordenador de pesquisa do Projeto Toninhas/Univille, Renan Paitach, explica que para grandes áreas, o avistamento por aeronave é a técnica mais indicada. “Na APABF, onde as condições ambientais são menos favoráveis para a visualização de toninhas e a grande extensão da área dificulta a utilização de métodos a partir de embarcação, o uso de aeronaves é um excelente recurso. Além de obter dados para a análise de distribuição espacial, permite estimar a abundância da população, uma informação valiosa para as análises de viabilidade populacional”, explica Paitach.
Os dados obtidos irão compor um banco de dados que servirá de subsídio para a proposição de estratégias de gestão pesqueira, de forma participativa com a comunidade local, para a redução das capturas acidentais de toninhas, principal ameaça à sobrevivência da espécie.
Na terceira fase do Projeto Toninhas/Univille, que conta com patrocínio Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental, estão sendo desenvolvidas diversas atividades de pesquisa na APABF para contribuir com o plano de manejo da área, como o diagnóstico pesqueiro e o monitoramento acústico passivo, que permitirá aprofundar ainda mais o conhecimento acerca do uso de habitat e comportamento das toninhas.



Para mais informações, acesse: www.projetotoninhas.org.br ou http://www.gemars.org.br/

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25 de junho de 2018

“As aventuras da Toninha Babi” aborda as ameaças ao ambiente marinho


Com cinco capítulos, série animada do Projeto Toninhas busca a sensibilização ambiental. O segundo episódio a ser lançado na próxima semana discute despejo de efluentes químicos e poluição acústica, além captura acidental em redes de pesca


O segundo episódio da série animada do Projeto Toninhas/Univille “as Aventuras da toninha Babi” tem o lançamento marcado para a próxima semana. Como ocorreu com a abertura da série, o segundo capítulo vai ao ar no canal do Projeto Toninhas, no Youtube, com compartilhamento em todas as redes sociais. 

Abordando o universo das toninhas, o cetáceo mais ameaçado de extinção do Brasil, o desenho narra a história da toninha Babi, um golfinho que nasceu e cresceu na Baía Babitonga, mas que depois de alguns contratempos acaba indo parar em mar aberto. Ao sair da baía, Babi fica perdida e viaja pelo litoral catarinense até a Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca (APA-BF), no sul de Santa Catarina.
O processo de criação, desenvolvido de forma conjunta entre os integrantes do Projeto Toninhas/Univille e a equipe do Rizoma Estúdio, tem chamado a atenção das crianças para a problemática da toninha e as ameaças aos ecossistemas costeiros. No segundo episódio, por exemplo, são ilustradas ameaças como a captura acidental em redes de pesca, o despejo de efluente químicos e a poluição acústica. Por meio da personagem Tati, uma tartaruga-verde, é abordada a incorreta destinação de resíduos sólidos, que acabam sendo ingeridos acidentalmente pelos animais marinhos. 
 A coordenadora de educação ambiental do Projeto Toninhas, Daiana Proença Bezerra, comenta a importância didática dos desenhos, que acabam auxiliando nas atividades de educação ambiental. “As aventuras da toninha Babi, junto de outras ações, têm nos ajudado a sensibilizar a comunidade para os riscos que correm nossos ecossistemas marinhos e o perigo de extinção de animais de topo de cadeia, como a toninha”, afirma a coordenadora.
Tal posicionamento é compartilhado por Victor Balestrin, animador do Rizoma Estúdio, produtora dos desenhos. “A animação é uma rica ferramenta de aprendizado e comunicação, já que conversa de forma divertida com diferentes públicos: desde uma criança pequena, que pode se encantar com o visual colorido e o jeito atrapalhado de alguns dos personagens, ao adulto que vai entender as questões ambientais que buscamos abordar, algumas de forma mais óbvia, outras de forma mais sutil. Nosso objetivo aqui é criar algo que nós mesmos gostaríamos de assistir, e que também sensibilize os outros para as questões do meio ambiente”, explica Balestrin.
O lançamento do segundo episódio de “As Aventuras da Toninha Babi” está previsto para ocorrer no dia 15 de junho. Além das animações, Daiana menciona que outros produtos destinados ao mobile devem ser divulgados ainda esse ano pelo Projeto, que conta com patrocínio da Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental. “Estamos trabalhando na produção de dois aplicativos para smartphone, que também irão ter como foco as toninhas”, finaliza a educadora.