10 de outubro de 2018

Toninha’s Adventure é lançado gratuitamente para IOS e Android


Chamando a atenção para o golfinho mais ameaçado de extinção da costa brasileira, Projeto Toninhas/Univille disponibiliza jogo de celular sobre as toninhas e seu habitat

No mesmo barco da série animada “As aventuras da Toninha Babi", o Projeto Toninhas/Univille lança na próxima semana um game para celulares, o Toninhas’s Adventure. Em comemoração ao dia das crianças, o aplicativo no gênero runner estará disponível gratuitamente para aparelhos IOS e Android a partir do dia 12 de outubro.

O jogo recria as necessidades e dificuldades que a toninha, o golfinho mais ameaçado de extinção da costa brasileira, enfrenta em seu habitat. O desafio é nadar uma distância maior a cada nova partida, sobrevivendo às ameaças do percurso - embarcações, predadores e redes de pesca - lembrando, sempre, de subir à superfície para respirar. Conforme for avançando, o jogador poderá adquirir outras toninhas e aprender mais sobre a espécie.


O aplicativo é resultado de uma parceria entre a empresa Fan Studios, de Fortaleza/CE, e o Projeto Toninhas/Univille, que conta com patrocínio Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental. Para o sócio e Diretor de Arte da Fan Studios, Cairo Barbosa Gouveia, o jogo irá ganhar a garotada e chamar a atenção para a conservação da toninha. “Não é sempre que temos a oportunidade de trabalhar com um assunto tão interessante e prazeroso. Pesquisar, desenhar e animar animais da nossa fauna, principalmente a toninha, foi um ótimo exercício de aprendizado. Acredito que será divertido e instrutivo para os jogadores também. Espero que todos gostem do jogo como nós gostamos de fazê-lo!”
A coordenadora de educação ambiental do Projeto Toninhas/Univille, Daiana Proença Bezerra, defende que é imprescindível encontrar meios de aproximação com os jovens, que já nasceram nas ondas tecnológicas. “Com as animações, e agora com os aplicativos, temos percebido que a internet e as redes sociais são ferramentas muito eficientes na popularização das toninhas e as problemáticas que envolvem a proteção da espécie, que se encontra no nível mais crítico de ameaça de extinção. Conhecer é um dos passos necessários para o engajamento e engajamento é o que precisamos para salvar as toninhas”, explica a coordenadora.


O download do Toninha’s Adventure poderá ser feito de forma gratuita via Apple Store e Play Store, disponíveis para Android e IOS. Além desse lançamento, mais um aplicativo de celular está previsto para o próximo semestre. O Toninha’s Life segue o estilo pet virtual, inspirado em sucessos como Pou e Tamagochi. O segundo aplicativo do Toninhas está na fase final de desenvolvimento e vai proporcionar aos jogadores a possibilidade de conhecer outras espécies e ecossistemas além da toninha, e simular algumas técnicas de pesquisa utilizadas com cetáceos, a exemplo da fotoidentificação.



Para mais informações, acesse: www.projetotoninhas.org.br
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8 de outubro de 2018

Projeto Toninhas participa de campeonato internacional de surf


São Francisco do Sul, a cidade mais antiga de Santa Catarina, foi palco, no último final de semana, da primeira edição do São Chico ECO Festival (QS), um campeonato internacional de surf que uniu o esporte à discussão de sustentabilidade.  Além do campeonato feminino, primeiro internacional feminino do município, o evento contou com atividades nas escolas, limpeza de praias, vila ecológica e mesa redonda .




O São Chico Eco Festival foi realizado pela surfista e ex-competidora, Marina Werneck, em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente de São Francisco do Sul e contou com a participação do Projeto Toninhas/Univille.
Durante todos os dias do evento, uma tenda sobre resíduos sólidos foi mantido na Vila Ecológica. Por meio de animais taxidermizados, amostras de lixo retirado do aparelho digestivo de animais e painéis informativos foram apresentados aos visitantes as ameaças a que está sujeita a fauna da Baía Babitonga, um dos maiores complexos estuarinos do Brasil.



O Projeto Toninhas também esteve presente na quinta-feira (04), na mesa redonda sobre a problemática do lixo e a gestão de resíduos sólidos nas praias brasileiras. Composta por representantes do poder executivo e legislativo são francisquense, associações de surf, instituições ambientalistas e projetos da Univille, além da representante da ONU, o evento marcou a abertura oficial do São Chico Eco Festival e contou ainda com a assinatura de um termo de adesão à campanha Mares Limpos, da Organização das Nações Unidas (ONU).

O Projeto Toninhas é realizado pela Univille e conta com #patrocínioPetrobras por meio do Programa @petrobras Socioambiental.



21 de setembro de 2018

Vídeo “Eu sou a Babitonga” do Projeto Toninhas destaca as belezas singulares do norte catarinense


A fim de auxiliar na popularização da espécie, Projeto Toninhas aposta na produção de vídeos com temáticas relacionadas ao golfinho mais ameaçado da costa brasileira

Após o sucesso das animações “As aventuras de toninha Babi”, o Projeto Toninhas/Univille, que conta com patrocínio Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, lança uma nova série de vídeos abordando suas atividades de pesquisa, manejo e educação ambiental. O canal do projeto na plataforma YouTube™, que já existe desde o início do projeto, em 2011, passa agora a contar com atualizações quinzenais. Em vídeos de cerca de dois minutos são abordadas temáticas relacionadas à história e rotina da pesquisa, além da toninha e do ambiente onde esta espécie vive.


O primeiro vídeo dessa nova fase apresenta aos expectadores a Baía Babitonga, no norte de Santa Catarina. Por meio de uma locução envolvente em primeira pessoa, na voz da intérprete e cantora francisquense, Lily Blumerants, é retratada a grandeza da biodiversidade da baía e sua importância ecológica, social e econômica. A Babitonga é abrigo da única população de toninhas que vive exclusivamente em ambiente de baía, de modo que a preservação deste estuário é fundamental para sua sobrevivência, conforme exalta o vídeo. O lançamento deve acontecer na terceira semana de setembro, uma semana após ir ao ar o último episódio das animações “As aventuras da toninha Babi” dessa temporada.


A coordenadora do Projeto Toninhas/Univille, Marta Cremer, declara que a aposta em direcionar esforços por meio do canal se deve a alta capacidade da plataforma de aproximar e integrar diversos públicos, podendo ser uma importante ferramenta no trabalho em prol da conservação da toninha, o golfinho mais ameaçado de extinção do Atlântico Ocidental Sul. “Este é um rico meio para debatermos sobre o risco de desaparecimento que corre a toninha. Temos utilizado a rede como ferramenta de popularização da espécie e das problemáticas que envolvem sua proteção. Conhecer a espécie e o ambiente onde ela vive é um dos passos necessários para criar engajamento,” explica a coordenadora.


Entre a programação do canal ainda estão previstos tutoriais no estilo “Faça você mesmo”, com artesanatos de toninhas e uma pequena série sobre o projeto e seus integrantes. “A ideia é apresentar ao público o projeto, mostrar quem somos e o que nos move. O Toninhas é feito de pessoas. Pessoas que acreditam,” enfatiza Marta.


Para mais informações, acesse: www.projetotoninhas.org.br
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“As aventuras da Toninha Babi” encerra primeira temporada


Em cinco capítulos, série animada do Projeto Toninhas/Univille conta a história da toninha Babi, um exemplar do golfinho mais ameaçado de extinção da costa brasileira

O Projeto Toninhas/Univille lançou na sexta-feira passada o último episódio da primeira temporada da série animada “As aventuras da toninha Babi”. Como ocorreu com os capítulos anteriores, o episódio está disponível no canal do Projeto Toninhas, no Youtube, com compartilhamento em todas as redes sociais do Projeto.


Abordando o universo das toninhas, o cetáceo mais ameaçado de extinção do Brasil, o desenho narra a história da toninha Babi, um golfinho que nasceu e cresceu na Baía Babitonga, litoral norte de Santa Catarina, mas que depois de alguns contratempos acaba indo parar em mar aberto. Ao sair da baía, Babi fica perdida e viaja pelo litoral catarinense até a Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca (APA-BF), no sul catarinense, fazendo muitos amigos e vivendo grandes aventuras.
O processo de criação, desenvolvido de forma conjunta entre o Projeto Toninhas/Univille e o Rizoma Estúdio, chama a atenção para a problemática da toninha e as ameaças aos ecossistemas costeiros. A coordenadora do Projeto Toninhas, Marta Cremer, comenta que o alcance de público das animações superou as expectativas, tornando-se um importante auxílio nas ações de educação ambiental do Projeto. “Por ser um golfinho de hábitos discretos e raramente avistado, um dos nossos maiores desafios é tornar a toninha conhecida. As animações tem rompido de forma satisfatória essa barreira e nos aproximado de diferentes pessoas. Junto de outras ações, as animações têm nos ajudado a sensibilizar a comunidade para os riscos que correm nossos ecossistemas marinhos e o perigo de extinção de animais, como a toninha”, afirma a coordenadora.


Victor Balestrin, diretor de animação do Rizoma Estúdio, concorda com a coordenadora. “A animação é uma rica ferramenta de aprendizado e comunicação, já que conversa de forma divertida com diversos públicos: desde uma criança pequena, que pode se encantar com o visual colorido e o jeito atrapalhado de alguns dos personagens, ao adulto, que vai entender as questões ambientais que buscamos abordar, algumas de forma mais óbvia, outras de forma mais sutil.” Ao ouvir o colega, Tom Gonçalves, diretor de criação do Rizoma Estúdio, comenta que produzir “As aventuras da toninha Babi” foi uma rica experiência. “Participar desse projeto nos permitiu entender melhor esse golfinho, criar uma conexão e permitir que mais pessoas o conheçam. Acima de tudo foi um aprendizado. Esperamos voltar em breve pra esses mares,” declara o diretor, defendendo que novas temporadas podem surgir em breve.
Com o término das animações, o Projeto Toninhas, realizado pela Univille com patrocínio Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental, direciona seus esforços para a finalização de dois aplicativos para smartphone. “Para o próximo mês teremos novidades: serão dois jogos focados nas toninhas e nos cuidados com o seu ecossistema”, antecipa Marta.



Para mais informações, acesse: www.projetotoninhas.org.br
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19 de setembro de 2018

Projeto Toninhas ganha espaço na casa das baleias


Exposição no Centro Nacional de Conservação da Baleia Franca, do Instituto Australis, chama atenção para o golfinho mais ameaçado do Atlântico Sul Ocidental


Durante a estação do inverno no hemisfério sul, a costa brasileira recebe ilustres visitantes: as baleias-franca (Eubalaena australis), que migram da Antártica em busca de águas mais quentes e protegidas para se reproduzir e ter seus filhotes. A chegada dessas gigantes em nossas praias atrai mais visitantes para o Centro Nacional de Conservação da Baleia Franca, administrado pelo Instituto Australis, que há 36 anos atua na proteção do ecossistema marinho no litoral sul de Santa Catarina. A toninha (Pontoporia blainvillei), o golfinho mais ameaçado de extinção do Oceano Atlântico Sul Ocidental, tem um espaço especial nesse Centro, o Cantinho da Toninha, e desde janeiro desse ano já recebeu mais de 4.000 visitantes.



A mostra conta com crânios e moldes de toninhas, além de ossos de outras espécies como lobos-marinhos, tartarugas-marinhas e aves marinhas, e também animais taxidermizados (empalhados), como o pinguim-de-Magalhães. Painéis informativos auxiliam os visitantes a conhecer a toninha e descobrir porque esse golfinho está tão ameaçado. Para a coordenadora de educação ambiental do Projeto Toninhas/Univille, Daiana P. Bezerra, o espaço no sul catarinense é estratégico. “O Instituto Australis executa um importante trabalho de sensibilização ambiental; trabalhar juntos é somar esforços, tanto para minimizar o risco de extinção da toninha, quanto para o cuidado e proteção do ecossistema marinho,” comenta Daiana.

A educadora ambiental do Instituto Australis, Kátia Bolis, avalia que a presença do acervo no Cantinho da Toninha auxilia na divulgação desse animal tão ameaçado. “A toninha é um golfinho de pequeno porte e hábitos discretos, por isso, ainda pouco conhecido. Assim, torná-la uma espécie mais próxima das pessoas é um primeiro passo para a conservação. Acreditamos que parcerias como essa, entre o Projeto Toninhas e Instituto Australis, têm ajudado a popularizar a espécie e sensibilizar nossos visitantes para a sua conservação. O Cantinho da Toninha amplia nossos horizontes em termos de conservação, permitindo que os visitantes tenham uma experiência diferenciada”, explica a educadora.
O Cantinho da Toninha é umas das ações de expansão do Projeto Toninhas no território da Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca (APABF), uma unidade de conservação federal. As atividades nesta região irão agregar mais nove municípios ao território de cobertura do projeto, de realização da Univille, e que conta com patrocínio Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental.
As visitas ao Centro Nacional de Conservação da Baleia Franca, na praia de Itapirubá Norte, em Imbituba, ocorrem das 9 às 12 horas e das 14 às 17 horas no período de julho a novembro.  Fora da temporada das baleias, de dezembro a junho, os atendimentos ocorrem de terça a sábado, das 9 às 12 horas e das 14 às 17 horas. O agendamento de grupos pode ser feito pelo telefone (48) 3255 2922 ou e-mail: edambiental@baleiafranca.org.br.
 


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DIY - Faça você mesmo - Toninha de Feltro






O Projeto Toninhas é realizado pela Univille e conta com #patrocínioPetrobras por meio do Programa @Petrobras Socioambiental

16 de setembro de 2018

Projeto Toninhas participa da Semana do Biólogo da Univille

Integrantes do Projeto ministraram palestras e minicursos para os estudantes de biologia marinha da Univille, em São Francisco do Sul


A unidade de São Francisco do Sul da Univille sediou entre os dias 27 de agosto a 02 de setembro a programação local da XXIV Semana do Biólogo. Um circuito de minicursos, palestras e mesas redondas abordaram mais de dez temas relacionados à vida marinha, além de apresentações de Trabalhos de Conclusão de Curso de estudantes do 5º período da graduação em Biologia Marinha da Univille e saídas a campo. A organização do evento, que foi encabeçada por professores da instituição, também contou com o apoio do Coordenador de Pesquisa do Projeto Toninhas, Renan Paitach, além dos alunos que fazem parte do Centro Acadêmico de Biologia Marinha da universidade.


O Projeto Toninhas também participou da programação do evento. Na terça-feira, dia 27, nossa coordenadora de Educação Ambiental, Daiana Bezerra, ministrou a palestra "Educação Ambiental na conservação de espécies ameaçadas" abordando as linhas de EA trabalhadas no Projeto Toninhas e compartilhando as experiências vivenciadas em mais de uma década de atuação do Toninhas na região da Baía Babitonga. 



Para fechar a semana, na quinta-feira (30), a bióloga e analista administrativa do Projeto Toninhas, Maura Martins, geriu o minicurso “Os cetáceos e o homem: da caça ao Turismo de Observação”, discutindo as possibilidades e as problemáticas do turismo envolvendo mamíferos marinhos. O minicurso contou ainda com parte prática no dia seguinte (31). Em uma saída de campo na Baía Babitonga, Maura demonstrou o procedimento correto de aproximação desses animais. Outra participação de destaque no evento foi a palestra “Contaminantes Ambientais e os Mamíferos Marinhos” ministrada pela parceira do Projeto Mariana Alonso, que hoje atua na UFRJ e no Instituto Boto-Cinza. Mariana falou, entre outras cosias, sobre o estudo que desenvolveu em parceria com o Projeto Toninhas identificando a contaminação das toninhas da Baía Babitonga por metais pesados, fertilizantes e defensivos agrícolas, e até mesmo compostos químicos presentes em filtros-solar. 



Participaram, também, da programação da Semana do Biólogo alguns estudantes de Biologia Marinha, estagiários e bolsistas do Projeto Toninhas. Apresentando sua pesquisa no formato de poster, Daniela Lopes falou sobre de que forma a dieta das toninhas varia ao longo das estações do ano. Assunto semelhante foi abordado pela Andressa de Aviz que apresentou os resultados preliminares de seu estudo comparativo entre a dieta dos ecótipos costeiro e oceânico do golfinho-nariz-de-garrafa. Ainda sobre esta última espécie, Camilla Ostroski expos os resultados de seus estudos de patologias ósseas. De acordo com Paitach, esta é uma oportunidade especial para os alunos exercitarem a comunicação científica e fazerem contato com profissionais de outras instituições. 


O Projeto Toninhas é realizado pela Univille e conta com #patrocínioPetrobras por meio do Programa @Petrobras Socioambiental

1 de agosto de 2018

Repelente acústico pode ser aliado na conservação do golfinho mais ameaçado do Brasil


Pesquisadores do Projeto Toninhas testam equipamento para afastar toninhas das redes de pesca


Pesquisadores do Projeto Toninhas/Univille finalizaram no último mês os primeiros testes com um repelente acústico na Baía Babitonga, no litoral sul brasileiro. O equipamento, chamado “Banana Pinger” (Fishtek Marine®), emite sons de alta frequência na tentativa de afastar os golfinhos de uma área de risco ou, neste caso, das redes de pesca. A esperança dos pesquisadores é que o equipamento reduza a mortalidade incidental em redes de emalhe, principal ameaça à toninha (Pontoporia blainvillei), o golfinho com maior risco de extinção do Atlântico Sul Ocidental. 


 O experimento, projetado pelo Dr. Mats Amundin (Kolmardem Djupark – Suécia) com incentivo da ONG alemã Yaqu Pacha, é inédito no Brasil. De acordo com o pesquisador do Projeto Toninhas, Renan Paitach, que desenvolve com o pinger sua tese de doutorado na Universidade Federal de Santa Catarina, outras marcas e modelos de pingers já foram testados para a toninha. “Embora alguns tenham apresentados resultados promissores, foram reprovados por pescadores por atraírem focas e leões-marinhos, que destroem as redes para roubar os peixes (efeito “dinner-bell”). Este é o diferencial do “Banana Pinger”: ele produz um som que não é audível para os pinípedes” explica o pesquisador.

Na fase de testes, o pinger foi posicionado dentro de uma grade de equipamentos de monitoramento acústico, denominados C-PODs (Chelonia Limited) - uma espécie de hidrofone que registra sons emitidos por golfinhos - que monitoram a presença de toninhas e, consequentemente, a resposta comportamental ao som emitido pelo pinger. Paitach declara que, mesmo na fase inicial, um efeito claro tem sido observado. “Quando o pinger está ligado, há uma retirada imediata, que pode ser observada a até 100m de distância, mas não mais do que isso. Quando o pinger está desligado, as toninhas retornam à área poucos minutos depois. Isso nos faz acreditar que o método é efetivo para toninhas, pois não altera seu comportamento em relação ao habitat onde vive”.  

Para a coordenadora do Projeto Toninhas, Marta Cremer, o experimento configura um grande avanço em prol da conservação da espécie. “Desde seu surgimento, o Projeto Toninhas/Univille, que conta com patrocínio Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental, tem direcionado esforços para conhecer melhor esse golfinho e busca alternativas para sua conservação, sempre levando em consideração as necessidades das comunidades locais”, comenta Marta, que completa: “medidas efetivas para a conservação da espécie não são simples e devem conciliar diferentes estratégias, como o ordenamento pesqueiro e o uso de tecnologias para a redução das capturas acidentais”. 


A fase de teste segue e o próximo passo é começar a implementar o uso do Banana Pinger em redes pesca. Para isso será necessário a participação das comunidades pesqueiras locais, que voluntariamente podem auxiliar nas pesquisas. Para os pesquisadores e parceiros do Projeto Toninhas, a conservação da espécie é uma preocupação de pescadores, gestores e conservacionistas e, portanto, a busca por soluções deve ser feita de forma participativa.